Por Ana Paula Valadão Bessa

Foto que eu postei nas minhas redes sociais

Foto que eu postei nas minhas redes sociais

Outro dia postei nas minhas redes sociais uma foto que gerou polêmica nos comentários. Eu não podia imaginar que seria assim! Afinal, tudo que fiz foi tirar uma foto do ferro de passar roupa e da camisa do meu marido na tábua de passar.

Ah sim! Acho que me lembrei agora… A polêmica foi causada porque eu é quem estava passando a camisa dele. O mais inacreditável foi perceber que as mulheres cristãs eram as que mais reclamavam das minhas palavras e da minha atitude de servir meu marido com aquele gesto. E é por isso que decidi compartilhar mais ainda sobre meu estilo de vida. Aliás, não é um estilo de vida somente meu. É milenar. É Bíblico. Tem existido de geração em geração desde que Eva foi criada há quase 6 mil anos atrás (sim, sou Criacionista e em outro post aqui no Blog podemos falar sobre os absurdos do Evolucionismo e as datas ridículas de milhões de anos). Uma multidão incontável de mulheres hoje mesmo escolheu os caminhos do Senhor para suas vidas como filhas, esposas, mães, colegas de trabalho, enfim, em todos os seus papéis.

Mas eu compreendo as minhas irmãs que, mesmo cristãs, não concordam comigo e pensam que os argumentos feministas – e não os bíblicos – é que têm razão. Eu já pensei assim e agia inconscientemente moldada pelos valores e modelos que eu recebia sem criticar, modelos que aprendi na mídia, na vida de familiares e amigas próximas, pessoas que eu admirava na TV, revistas, filmes e novelas. Até um dia em que percebi o quanto eu estava infeliz, amargurada, ferida e ferindo o meu marido. Logo aquele com quem eu deveria ser parceira, com sentimento de equipe, e ao contrário, o sentimento era de raiva, de inferioridade, de revolta, de insubmissão. Ai ai ai… Falei aquela palavra que gera controvérsia… Insubmissão nos lembra de… Submissão.

Para me ajudar a tocar nesse assunto pedi autorização a algumas amigas “Poderosas”. Assim, não “apanho” sozinha (hahaha). Deus me presenteou com um grupo de amigas no WhatsApp e o nome do grupo é “Poderosas”. Sabe por que? Porque descobrimos a cada dia mais o poder que temos em Deus para mudar as circunstâncias ao nosso redor, para edificar e construir nosso marido, nossos filhos, nosso lar. Esse poder não está na nossa sedução ou manipulação. Não está nos nossos argumentos e brigas. Ser poderosa em Deus é ser cheia do Espírito Santo para frutificar com mansidão, doçura, alegria, amor, autoridade espiritual em intercessão diante de Deus e resistindo o inimigo.

Abaixo compartilho as palavras da minha amiga Poderosa Illa. Ela enviou para nosso grupo hoje de manhã. Para você conhecê-la melhor: A Illa Poderosa mora em Curitiba, é casada com o Emerson há 16 anos, mãe de 3 filhos, sendo que um deles é especial – autista. A Illa não tem ajudante em casa, e só por isso você pode imaginar o tanto que ela realmente é uma mulher maravilhosa… Aí vai:

“Amigas, faz dias que quero compartilhar algo que Deus tem ministrado em meu coração…. Posso?

Tenho meditado muito em 1 Pedro 3:5-6 e sinto que Deus tem nos chamado a um nível de santidade maior como esposas. Há anos temos ouvido tanto sobre submissão e todas nós já passamos por um processo de entendimento de que precisamos dobrar a nossa vontade e deixarmos nossos esposos terem a última palavra como cabeça sobre nós, instituído por Deus. Para algumas, isso já foi um processo doloroso demais. No entanto, esse texto nos chama para irmos além; nos diz que antigamente, as mulheres santas, que confiavam no Senhor, se adornavam a si mesmas sendo submissas a seus próprios maridos, como Sarah obedeceu a Abraão, chamando-o de senhor.

Aqui, a maneira de se adornar é com submissão. E a maneira de ser submissa é agir como Sarah…. Ela não foi submissa simplesmente fazendo a vontade de Abraão depois de “espernear” ou depois de falar até não poder mais, ou até mesmo depois de tentar manipular Abraão para que mudasse de ideia e fizesse o que ela queria. O versículo diz que ela obedeceu chamando-o de senhor. A palavra “senhor” aqui traduzida significa suprema autoridade, aquele que tem o controle, mestre, aquele a quem eu pertenço. Era com essa palavra que os servos cumprimentavam aos seus mestres, senhores.

Um imperador romano não era reverenciado como autoridade suprema apenas quando tomava decisões que estavam de acordo com seus súditos, mas independente de concordarem com ele ou não. O senhor, o dono, é obedecido mesmo quando possa estar tomando uma decisão que ao nosso ver não seja a melhor. É isso que diz Efésios 5:24 “… assim também a esposa deve obedecer em tudo ao seu marido”.

Mas quantas vezes dizemos aos nossos maridos que eles é que mandam, que independente do que decidirem vamos acatar, e quando vemos uma oportunidade tentamos “mostrar” que estão errados ou que deveriam mudar de opinião? Como no fim das contas sabemos que a decisão final é deles, achamos que está tudo bem se agirmos assim.

Mas o padrão de Deus para nós não é esse. Como é dificil não fazer isso, né? Mas a questão é que, só conseguem obedecer sem discussão, sem dar opinião, as mulheres que descobriram o segredo: confiança no Senhor…. “Assim se adornavam a si mesmas as mulheres santas que confiavam no Senhor”, diz o versículo 5. Enquanto confiarmos em nosso próprio poder de persuasão, na nossa própria sabedoria e lógica, continuaremos a agir como mulheres insubmissas, mas se decidirmos confiar que Deus fará por nós o que não podemos com nosso muito falar, que Ele tem o poder de inclinar o coração dos nossos maridos à Sua vontade e que, mesmo se eles errarem, Ele terá misericórdia de nós, então poderemos agir como Sarah e sermos chamadas de filhas dela… Reconhecendo nossos maridos como senhores e obedecendo-os em tudo.”

Uau… Essa Illa é poderosa mesmo, hein? Até eu fiquei sem fôlego quando terminei de ler e reler suas palavras. Quero ser conhecida como “Filha de Sarah”. E você?

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