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Por Ana Paula Valadão Bessa

Esse fim de semana estive em Orlando, na Flórida. Ministrei no Chá Das Amigas, um encontro com 400 mulheres, realizado pela Primeira Igreja Batista. Ali estavam representadas várias igrejas da cidade e pude conhecer um pouco melhor sobre o desafio de alcançar os brasileiros que vivem naquela região. Somente na Flórida Central há mais de 60 mil brasileiros e, atualmente, apenas 2 mil deles estão nas igrejas. Chegamos à conclusão de que os nossos compatriotas fora do Brasil são um povo não alcançado pelo Evangelho e precisamos de um mover do Espírito Santo para despertá-los. Enquanto orava pela Palavra que eu deveria entregar, a história de duas mulheres vieram ao meu coração e compartilho com vocês.

II Reis 4:1-37 conta a história de duas mulheres. Elas se tornaram conhecidas através dos séculos porque experimentaram milagres em suas vidas. Elas se tornaram referenciais para nós, que, hoje, também precisamos de milagres em nossas vidas. Vamos observar as duas mulheres desse capítulo e vamos aprender com elas (Leia as duas histórias).

Que relato maravilhoso! Vemos que as duas mulheres estavam enfrentando situações difíceis. Mas mais do que difíceis, eram circunstâncias impossíveis. Problemas para os quais elas não tinham solução. Elas experimentaram milagres!

Quantas vezes nós também enfrentamos situações assim? Problemas para os quais nós não temos solução? Qual é o seu problema, mulher? Você precisa de milagres em sua vida? (Pare um minuto e pense).

Para a primeira mulher, o problema era uma dívida enorme que ameaçava até a vida de seus filhos. Sabemos como os problemas financeiros podem afetar os relacionamentos, a vida da família. Há famílias que se desfazem debaixo das pressões financeiras.

Para a segunda mulher, primeiro havia o problema da infertilidade, e depois a morte do filho. Os dois problemas eram impossíveis para ela solucionar por si mesma.

As duas mulheres tinham problemas gravíssimos. A primeira era pobre. A segunda era rica.

Lição número 1- O dinheiro não era o socorro dessas mulheres.

Quantas mulheres estão correndo atrás do dinheiro, pensando que ele é a solução para tudo! A primeira mulher não foi em busca de um trabalho primeiro. Ela não foi se prostituir em busca de um atalho para solucionar aquela dívida. Quantas mulheres negociam valores morais, éticos, do seu caráter e da sua fé para permanecer em um trabalho de onde pensam que vem o seu socorro. Cedem a patrões que as assediam sexualmente. Falam mentiras que “precisam” ser ditas em uma negociação. Essas mulheres estão confiando no dinheiro como seu socorro.

Aquela mulher não vendeu seus filhos como escravos para solucionar aquele problema financeiro. Não! Quantas mulheres estão sacrificando a vida de seus filhos em troca de uma vida financeira mais tranquila… Não! Nada se compara à presença da mãe na vida de um filho. A presença da mãe na vida dos filhos vale mais do que um bom tênis de marca, do que uma escola melhor, do que brinquedos caros.

A segunda mulher era rica. É interessante que quando o menino morreu ela não saiu correndo atrás de um médico primeiro. Ela tinha os recursos. E nós? Quantas vezes nos apoiamos muito mais no socorro terreno que as finanças podem nos dar? Nos sentimos seguras se temos um seguro de saúde mais caro? Se temos o melhor médico, se podemos pagar pelo melhor tratamento? Tudo isso pode ser bom, mas o dinheiro não pode comprar saúde. Na verdade o dinheiro não pode comprar as coisas mais preciosas da vida.

“O dinheiro não é o meu socorro” (repita)

Vamos olhar para as duas mulheres mais um pouco.

A primeira era viúva, não tinha marido. A segunda era casada, tinha marido.

Será que no lugar da primeira mulher nós não iríamos buscar socorro em um marido rico? Um homem que pudesse assumir nossa dívida? É claro que é difícil criar dois filhos sem a ajuda de um homem, da figura masculina e tudo que ele representa. Mas não foi isso que essa mulher fez. Ela não saiu atrás de um marido.

A segunda mulher tinha marido. É interesante ler como ela não compartilhou sobre a morte do menino nem com o marido! (Leia os versos 22 e 23).

Lição número 2- O marido não era o socorro dessas mulheres

Há mulheres que pensam que a solução de todos os seus problemas está em um marido. Mulheres solteiras que não conseguem ser felizes e pensam que a solução está em se casar. Se fosse assim, os gabinetes de aconselhamento pastoral não estariam cheios de mulheres casadas cujos problemas são exatamente os maridos!

Outras mulheres, casadas, pensam que a solução está em deixar esse marido e encontrar outro marido.

Isso me faz lembrar do encontro de Jesus com outra mulher, a Samaritana. Em João 4:4-42 lemos sobre esse encontro e a conversa que tiveram. A vida daquela mulher e de toda a sua comunidade foram transformadas por causa do encontro que ela teve com Jesus (Leia os versos 13-19).

Jesus via a sede que aquela mulher tinha por ser feliz, e via que ela estava buscando saciar sua sede em relacionamentos. Mas homem algum pode trazer o socorro que precisamos. Nem mesmo para os problemas que enfrentamos na vida. Nem mesmo para as angústias interiores, o vazio que temos dentro do nosso coração.

Precisamos tirar o peso que colocamos sobre os homens. São expectativas que serão frustradas, pois os vemos como se eles fossem nosso socorro, nossa solução, nosso Deus. É claro que foi o próprio Deus quem estabeleceu o casamento e nos formou para completarmos um ao outro. Mas como disse Agostinho: O coração do ser humano tem um vazio infinito que somente O Infinito pode preencher”.

O marido não é o meu socorro” (repita)

A primeira mulher foi falar com o profeta. Ela foi atrás de Eliseu. (II Reis 4:1). Ela seguiu todas as suas instruções em fé e obediência, ainda que parecessem loucura. Ela confiou na instrução de Deus para ela.

A segunda mulher, a sunamita, foi atrás do profeta, foi buscar Eliseu. Ela deu ordem ao servo para ir rápido e não parar no caminho. Ela não compartilhou o problema com ninguém, nem com o marido, nem com seu servo, nem com Geasi. Ela agarrou as pernas de Eliseu e ele teve que ir com ela até seu filho morto. Ela sabia que somente Deus era o seu socorro.

Lição número 3 – O meu socorro vem do Senhor

Não estou aqui advogando para que tenhamos um profeta a quem buscamos quando estamos enfrentando problemas. Algumas pessoas desenvolvem uma dependência espiritual para com outras pessoas e ao invés de crescerem na fé e aprenderem a buscar por si mesmas, ficam sempre dependentes de que outros orem por elas. Precisamos entender que naquela época buscar a Eliseu era buscar a Deus. Eliseu era chamado “O homem de Deus”. Naquela época o Espírito Santo não havia ainda sido derramado sobre toda carne. Eliseu era o profeta que carregava essa Presença de Deus e por meio dele os milagres eram operados. Mas hoje vivemos o cumprimento da profecia de Joel 2:28,29, em que o Espírito foi derramado e todos nós podemos ser cheios do Espírito Santo! Jesus disse que os sinais seguirão os que creem nele (Marcos 16:17)! Você mesma pode ser cheia do Espírito Santo e ver os milagres operando em sua vida e na vida de outros por seu intermédio!

Ainda assim acredito no poder da oração em concordância, em parceria com outras pessoas de oração (Mateus 18:18,19). Não devemos sair espalhando nossos problemas para qualquer pessoa, mas precisamos nos unir com gente que ora de verdade e juntos concordarmos declarando a Palavra de Deus sobre nossos problemas. Leia o verso 26. Quando pessoas que não são verdadeiras companheiras de oração perguntarem sobre sua vida, apenas responda: “Está tudo bem”. Mas quando estiver com gente de oração, prostre-se, chore, clame, até que o Senhor te responda (verso 27,28,30)!

“O meu socorro vem do Senhor” (repita)

Precisamos tomar nossas armas espirituais: II Coríntios 10:3,4 (leia)

Para buscar o socorro do Senhor vamos assumir nossas armas espirituais e não mais lutar na vida com as armas carnais. Quais seriam algumas armas espirituais?

– A oração: Efésios 6:18; Filipenses 4:6

– O jejum: Mateus 17:21

– A adoração: Salmo 22:3; Salmo 149

– A santificação: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando: antes o guarda aquele que nasceu de Deus, e o Maligno não lhe toca” I João 5:18.

 

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