2013-05-15 23.42.12

Alunos do CTMDT em uma serenata para a Ana

 

 Por Gustavo Bessa

 

É interessante notar que Jesus não ensinou os discípulos a orar, “Meu Pai, que estás nos céus”, mas, “Pai nosso, que estás nos céus”. Ao fazer assim, Jesus apontou para o tamanho da família de Deus. Ele não é apenas o meu Pai. Ele também é o Pai de muitas outras pessoas. E isso significa que eu não sou o filho único, mas eu tenho muitos outros irmãos e irmãs! O pastor Márcio Valadão, pastor da Igreja Batista da Lagoinha, diz que “não sou eu que digo quem é o meu irmão. Mas é o meu Pai que diz quem é o meu irmão”. Eu não somente não sou o filho único, mas eu também não escolho quem serão os meus irmãos.

 

 

Ao definir e escolher quem são os meus irmãos, o nosso Pai nos liberta dessas cadeias interiores que nos levam a rotular e a discriminar os outros cristãos. Existem outros cristãos que também chamam Deus de Pai. E como existem quase 2 bilhões de cristãos no mundo, eu certamente encontrarei algum que seja bastante diferente de mim. Alguns podem ser diferentes na cor do cabelo, da pele e dos olhos. Outros podem ser diferentes na tradição religiosa e serem batistas, metodistas, presbiterianos, assembleianos, ortodoxos, coptas, católicos, menonitas, anglicanos ou luteranos. Ainda outros podem ser diferentes na teologia e serem calvinistas, arminianos, liberais, confessionais, conservadores ou pentecostais. Ainda que, dentro de mim, eu queira prender com cadeias, rotular e discriminar as pessoas que são diferentes de mim, o nosso Pai que está nos céus nunca nos deu o poder de definir quem é o nosso irmão e a nossa irmã. Os nossos irmãos e irmãs não são definidos e escolhidos pela cor, tradição religiosa ou pela teologia que têm, mas pelo nosso Pai que está nos céus.

 

 

Há alguns anos, eu participei de uma reunião de oração em um dos estádios da Indonésia. (A Indonésia é a nação como a maior população muçulmana do mundo.) A minha esposa havia sido convidada para ministrar naquele ajuntamento de cristãos. Enquanto ela ministrava, alguns líderes cristãos passavam uma tocha, simbolizando o fogo da oração, uns para os outros. Chamou-me a atenção o fato de que havia representantes de todas as igrejas cristãs do país: protestantes, católicos, ortodoxos, tradicionais e pentecostais. Todos eles estavam juntos, clamando por um avivamento na nação. Sim, no meio das lutas que vivem por serem cristãos em um país de maioria islâmica, eles entenderam que o Pai os chamava a todos de filhos e filhas por causa de Cristo neles.

 

 

1 – Como você se relaciona com os cristãos que são diferentes de você?

2 – Por que se criam barreiras nos relacionamentos entre cristãos?

3 – Como a oração pode quebrar barreiras de relacionamento entre os cristãos?

 

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