17/03

Dia 10…

Postado dia 17 de março de 2016

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Desculpem-me…

Hoje não tem post…

Sem palavras…

O Brasil chora…

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09/03

Dia 4 – O Seu Pai sabe do que vocês precisam

Postado dia 09 de março de 2016

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 Por Gustavo Bessa

 

Antes de ensinar os discípulos a orarem, Jesus lhes disse: “O seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem” (Mateus 6.8). Essas palavras de Jesus vão direto ao ponto, confrontando as ideias erradas que muitas pessoas têm acerca de Deus. Muitos guardam nas lembranças a imagem de um deus que é totalmente distante e alheio às situações do nosso dia-a-dia. Outros tantos supõe que deus é um ser caprichoso, que devemos mimar com palavras e presentes se quisermos que ele faça alguma coisa por nós. Jesus, contudo, mostra que Deus não está distante e nem é um ser mimado, mas é um Pai sempre presente, que se importa conosco e sabe do que precisamos.

 

 

Deus sabe do que precisamos porque Ele nos conhece de perto. Podemos não ter consciência, mas Deus está, em todo o tempo, olhando para nós. Davi tinha a consciência da presença de Deus com ele de uma maneira muito clara. Em um dos salmos, ele escreveu: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor” (Salmo 139.1-4).

 

 

Quer estejamos no secreto do nosso quarto ou na agitação do ambiente de trabalho, Deus sabe o que se passa em nosso coração. Ele também consegue perscrutar e decidir o que precisamos em cada momento de nossas vidas. Deus jamais se engana ou se deixa levar por circunstâncias ou apelos. Todas as pessoas que têm filhos entendem o que estou escrevendo. Porque os pais conhecem os filhos, eles sabem exatamente o que dar a eles. Os pais não dão necessariamente o que os filhos pedem, mas, sim, o que os filhos precisam. Porque conhecem os filhos de perto, os pais sabem do que os filhos necessitam.

 

 

Certa vez, eu estava com a minha família na casa de uns irmãos. Era tarde da noite. Havíamos ensaiado ir embora, mas alguém puxou um louvor e começamos a cantar novamente. De repente, eu percebi que o meu filho mais velho estava em um canto da sala provocando o irmão mais novo. Naquele momento, eu fui até eles e percebi que a provocação não era motivada por outra coisa, senão pelo desejo de receber um abraço. Ao invés de exercer a autoridade e repreender o meu filho mais velho, eu o abracei. Imediatamente, ele se entregou ao meu abraço e começou a chorar e a orar intensamente. Naquele momento, o meu filho não precisava de uma palavra de orientação, mas de um abraço.

 

 

Se nós, com as nossas falhas e limitações, conseguimos saber do que os nossos filhos precisam, quanto mais o nosso Pai do céu! O nosso Pai celestial, porque nos conhece de perto, sabe exatamente do que nós precisamos. Podemos nos entregar completamente ao abraço dEle porque Ele, melhor do que qualquer pessoa, cuida maravilhosamente de nós.

 

1 – Você se lembra de alguma vez em que Deus lhe deu algo que tão somente passou pelo seu coração e você nem sequer pediu audivelmente?

2 – Como você pode cultivar a consciência da presença de Deus na sua vida?

3 – Qual é a sua maior necessidade hoje?

 

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29/02

A âncora da alma

Postado dia 29 de fevereiro de 2016

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Por Gustavo Bessa

 

 

Há alguns dias, eu comprei uma âncora para enfeitar o meu escritório. Não é uma âncora de verdade, mas a escultura de uma âncora. Eu coloquei esse enfeite em cima do meu armário de livros a fim de que, durante o meu período devocional, eu possa lembrar-me de que as tempestades não conseguirão me arrastar para o alto-mar pois a minha alma está firme. O autor da epístola aos Hebreus é quem usa a figura da âncora para se referir à esperança dos cristãos. Ele escreveu que “temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura” (Hebreus 6.19).

 

 

Se achamos que o nosso mundo está vivendo dias de colapso, devemos ler o que estava acontecendo com o mundo dos nossos irmãos do primeiro século. O mundo deles também estava entrando em colapso! Eles não estavam sofrendo por causa de alguma política econômica do governo, mas por causa do compromisso que eles tinham com Jesus. Porque eles haviam decidido viver em obediência à Palavra de Deus, eles “suportaram muita luta e sofrimento” (Hb 10.32). Algumas vezes eles foram “expostos a insultos e tribulações” (10.33). Outros irmãos foram presos por causa da fé e ainda outros perderam tudo por serem leais à Jesus e à Palavra (10.34). Se antes de se entregarem à Jesus, eles viviam “uma vida tranquila”; depois que eles se demitiram do serviço que desempenhavam no império das trevas, o mundo deles se tornou um caos! Enquanto eles ainda estavam nas sombras e nas trevas, “tudo ia bem”, mas quando eles conheceram a luz e foram em direção à luz de Jesus, eles começaram a sofrer todo tipo de afronta e perseguição.

 

 

Quando rompemos com as trevas e nos voltamos para Deus, as trevas se levantam contra nós. A nossa vida parece se transformar em um caos por causa das pressões, opressões e perseguições. E os primeiros sussurros dos demônios em nossos ouvidos são sugestões para que abandonemos a nossa decisão de seguir a Cristo e a Palavra dEle: “Se Deus está com você, por que você está passando por tanta luta? Se você tomou a decisão correta, por que existe tanta pressão sobre você?”.

 

 

Essas sugestões demoníacas são como que ventos fortíssimos e ondas pesadíssimas que caem sobre o barco da nossa vida. Quando decidimos deixar a cidade da destruição, desfazer as amarras que prendiam o nosso barco no porto do engano e navegar para o lugar indicado pela Palavra de Deus, os inimigos da nossa alma investem violentamente contra nós. Eles não têm nenhum tipo de compaixão ou verdade. Pelo contrário, eles usam todas as artimanhas para nos trazer de volta para “o porto do engano” ou para nos amedrontar durante a nossa jornada.

 

 

Por essa razão, o autor aos Hebreus escreve sobre a esperança, que é a âncora da alma. A esperança nasce em nosso coração pela certeza que temos de que Deus é fiel para cumprir tudo o que prometeu. A esperança aponta para o futuro, para frente, para a terra que Deus prometeu dar-nos como herança. A esperança é construída sobre a solidez do caráter de Deus, que ama se revelar à nós e jamais fala mentira (Hb 10.18). No meio das tempestades do mar revolto, podemos sempre nos firmar na esperança.

 

 

Dias melhores virão!!! A Palavra de Deus, que já foi liberada, estabelecerá a paz! O caos desaparecerá! Em breve, veremos o futuro se materializando debaixo dos nossos pés e aquilo que esperávamos cheios de esperança se tornará realidade nas nossas vidas. Mas, enquanto os ventos fortes continuam a soprar, mantenhamos a nossa âncora firmada e segura na Palavra que Deus já nos compartilhou.

 

 

 

 

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17/02

A mão (in)visível de Deus

Postado dia 17 de fevereiro de 2016

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Por Gustavo Bessa.

 

Eu gosto muito da história de José, filho de Jacó. Gosto especialmente das palavras finais quando ele diz aos irmãos: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos” (Gênesis 50.20 – NVI). Após ser preso pelos irmãos, vendido como escravo para o Egito, tratado injustamente pela patroa egípcia e esquecido na prisão, José reconheceu que não era a mão do diabo que pesava sobre ele, mas, sim a mão de Deus que estava dirigindo cada um dos momentos da sua história. José nunca deu crédito aos demônios, às circunstâncias ou aos homens para os acontecimentos da sua vida. Ele somente conseguia enxergar a boa mão de Deus sobre a vida dele (ainda que, muitas vezes, somente com os olhos da fé). Quer fossem momentos bons ou ruins, alegres ou tristes, José sabia que Deus estava no controle e no governo de cada um dos detalhes da sua vida.

 

 

No ano de 1976, uma mulher grávida entrava no Hospital Evangélico de Belo Horizonte para dar à luz o seu primeiro filho. Era uma menina! Como aquela família não tinha muitos recursos financeiros, o presidente do hospital decidiu assumir todos os custos do parto. E nasceu uma menina linda, de olhos castanhos, que recebeu o nome de Ana Paula Machado Valadão! Duas décadas mais tarde, aquela menina, então moça, conheceu um rapaz e eles se casaram! Aquele rapaz era o neto do homem que pagou pelo seu parto! Coincidência? Não!!! Mas a mão (in)visível de Deus!

 

 

Alguns meses depois do meu casamento com a Ana, nós sofremos um acidente de Jet-Ski em uma das praias do Espírito Santo. Eu tive uma grave fratura exposta na minha perna esquerda. Durante muitos meses, eu fiz o tratamento para me recuperar das sequelas do acidente. Foi um tempo muito doloroso, difícil e, às vezes, repleto de ansiedades. Por outro lado, aquele período foi um tempo de muitas experiências gloriosas na nossa caminhada com Deus! A música “Preciso de Ti” e “Aos olhos do Pai” nasceram durante aquela estação em nossas vidas! Nós não estávamos desamparados, mas sim guardados e inspirados pela mão (in)visível de Deus!

 

 

Precisamos entender que não existem acasos na vida dos servos e servas de Deus. A nossa vida está nas mãos dEle, que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos segundo o poder dEle que em nós opera. Enquanto muitos (homens ou demônios) podem planejar e intentar o mal contra nós, Deus, que está acima de tudo e todos, permanece assentado no Trono, guiando os acontecimentos da nossa história com a sua mão poderosa. Por isso, ao invés de fecharmos os nossos ouvidos e fixarmos os olhos naquilo que parece mal, abramos os nossos ouvidos e coloquemos os olhos em Jesus. Ele mesmo será glorificado, agindo em todas as coisas para o nosso bem.

 

 

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23/12

A liberdade tem limites?

Postado dia 23 de dezembro de 2015

(Esse texto foi uma pregação que fiz há alguns anos atrás. Por que ele está em formato de sermão, ele é maior do que os textos anteriores. Espero que você consiga ler até o fim :-) )

Gustavo Bessa

Introdução

Algumas pessoas são conhecidas enquanto estão vivas. Outras, só são lembradas, depois que já morreram. Esse é o caso de Dietrich Bonhoeffer. Ele foi um dos pastores que lutou contra o regime nazista alemão. A sua briga era contra a escravidão que o nazismo estava impondo às pessoas. A sua luta era contra a manipulação promovida pelo nazismo. Ele não concordava em que a igreja alemã não tomasse uma postura em favor da liberdade. Por isso, ele condenava tanto as igrejas como o governo nazista.

Como cristão, ele queria a liberdade para pregar. E ele queria que outros experimentassem a liberdade. Ele lutava pela liberdade. Apesar de pressionado de tantos lados, por pessoas que o aconselhavam a ficar em silêncio, Bonhoeffer decidiu continuar pregando. Pouco tempo depois, ele foi preso e morto em um campo de concentração.

Infelizmente, a luta de Bonhoeffer não é a luta de muitos outros que se chamam cristãos. Nem todos os que se chamam cristãos lutam pela liberdade. Nem todos os que se chamam cristãos vivem a liberdade. Há muitos que já se acomodaram a alguma situação de não-liberdade. Querem simplesmente continuar vivendo a vida sem muitos percalços ou muitas mudanças. Querem ter o nome de cristãos sem terem que agir como cristãos. Acham que as coisas nunca vão mudar e que é melhor continuar aceitando a não-liberdade.

Entretanto, a não-liberdade jamais é característica do cristão. A Bíblia apresenta o cristão como uma pessoa livre. Apenas os livres é que são cristãos. O retrato do cristão é o de uma pessoa livre: livre das tradições, livre do medo, livre do mundo e livre do pecado. Se você se chama cristão, você precisa ser livre. Em 1Coríntios 9.19-27, o apóstolo Paulo fala sobre isso.

 

1 – Em primeiro lugar, se você se chama cristão, você precisa ser livre;

e

por isso, não ter receio de pregar a todas as pessoas em quaisquer situações ou lugares.

 

Veja o que Paulo diz no v.19: “Porque, embora seja livre de todos”. Essa é a grande afirmação do apóstolo Paulo. Eu sou livre de todos. Na pregação que eu faço, no meu testemunho como cristão, eu sou livre das opiniões; eu sou livre das imposições; eu sou livre das pressões externas.

Essa afirmação de Paulo tinha razão para acontecer. Havia ali, naquela igreja de Corinto, um grupo que tachava as regras de conduta. Eles diziam que ninguém poderia comprar carne no mercado, ninguém poderia participar de festas ou reuniões com incrédulos, ninguém poderia comer com incrédulos. Na verdade, ninguém poderia ter qualquer contato com incrédulos. Esse grupo era muito forte e tinha uma grande influência sobre as pessoas da igreja. Eles estavam querendo controlar a vida e o testemunho das pessoas por meio de suas opiniões e imposições.

 

Atualmente, há muitos cristãos que estão debaixo dessa mesma escravidão.

  1. Há alguns que são escravos das opiniões das outras pessoas. São os crentes políticos. Eles não têm uma convicção pessoal para agir desta ou daquela maneira. Eles fazem ou deixam de fazer as coisas com medo do que as outras pessoas podem dizer. Se ele pensa que a outra pessoa pode brigar com ele se ele agir dessa maneira, então, ele não age dessa maneira. Se ele imagina que o outro pode ficar com raiva se ele falar de um jeito, então, ele não fala. Ele é um cristão político. Parece que está sempre tentando conseguir uns votos diante das pessoas. Ele age de acordo com as opiniões e não de acordo com as convicções. Se as opiniões apontam todas elas em uma direção, ele segue naquela direção. Se as opiniões dizem que todos devem usar o cabelo comprido, ele usa o cabelo comprido e condena a minoria que não usa. Se as opiniões dizem que ele tem que abandonar a coca-cola, então ele segue as opiniões e condena a minoria que não segue.
  2. Há alguns que são escravos das imposições das outras pessoas. São os crentes acomodados. Se o fulano falou que todos devem agir de um jeito, ele simplesmente se acomoda. Ele não quer gastar o tempo pesquisando para saber se aquilo é verdade. Ele não quer ter o trabalho de pesquisar o que a Bíblia fala sobre aquilo. Ele não quer ter o encargo de discutir as opiniões dos outros. Ele quer ficar tranqüilo. Ele não quer ser importunado. Ele não quer arrumar confusão para o seu lado. É muito mais fácil aceitar todas as coisas sem pesquisar, quer sejam verdadeiras ou não. É muito melhor pregar o que todo mundo está pregando. É muito melhor fazer o que todo mundo está fazendo. É muito mais fácil agir como todo mundo está agindo. Segundo o seu pensamento, é muito melhor deixar as coisas acontecerem por si mesmas.
  3. Ainda há outros que são escravos das pressões externas. Se existe alguma pressão externa, ele logo muda de opinião e de atitudes. Se ele está solteiro por muito tempo, e não consegue encontrar um cônjuge dentro da igreja, então, ele, logo, muda o seu discurso. Diante das pressões das pessoas e da sociedade, que fazem chacota da solteirice, ele começa a pregar que não há qualquer problema de se conseguir casamento com um não crente. E diz que o convívio vai santificar o incrédulo. As pressões da sociedade sobre a sua solteirice o fazem mudar o seu discurso. Ele não muda de discurso por convicção. Ele muda por pressão. Se as pressões externas o influenciam a tomar uma certa atitude, ele logo se entrega.

 

A luta de Paulo era contra esse tipo de pensamento dentro da igreja: esse pensamento dominador, controlador, manipulador. Esse pensamento que transforma os homens livres em máquinas; que coloca todas as pessoas numa mesma forma e exige que todas ajam da mesma maneira. Por isso, Paulo olha para si mesmo e chama os outros a terem-no como exemplo. Ele afirma que é livre de todas as pessoas.

Na sua pregação, no seu testemunho de vida, ele é livre de todas as opiniões, imposições e pressões. Ele não é obrigado a abrir mão das convicções que ele tem. Ele não é obrigado a se sujeitar a essa ou aquela idéia por medo, ou receio ou por política. Ele não é obrigado a fazer isso ou aquilo porque um grupo afirma que esse é o certo.

Antes, pelo contrário, porque ele é livre, ele é livre para pregar e para testemunhar Cristo diante de quaisquer pessoas e em quaisquer situações. Porque ele é livre, ele pode fazer tudo o que for necessário para pregar o evangelho, sem se preocupar se o grupo A ou B não vai concordar com as suas atitudes. Na sua pregação do evangelho, no seu testemunho do dia-a-dia, ele não tem que ficar pisando em ovos, imaginando que alguns possam não gostar da atitude que ele está tomando.

Exatamente porque ele é livre, ele pode se tornar escravo de todas as pessoas, sem ter que dever coisa alguma a ninguém. Porque ele é livre, ele pôde dizer:

 

Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da Lei, tornei-me como se estivesse sujeito à Lei (embora eu mesmo não esteja debaixo da Lei), a fim de ganhar os que estão debaixo da Lei. Para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei (embora não esteja livre da lei de Deus, e sim sob a lei de Cristo), a fim de ganhar os que não têm a Lei. Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns. Faço tudo isso por causa do evangelho, para ser co-participante dele” (1Co 9.20-23).

 

Porque ele era livre, ele poderia se envolver com os judeus e pregar para os judeus, sem se preocupar se os gentios iriam ficar com raiva dele. Porque ele era livre, ele poderia colocar-se como quem estivesse sujeito à Lei, sem se angustiar se algumas pessoas se virassem contra ele. Porque ele era livre, ele poderia tornar-se fraco para conquistar os fracos, sem se preocupar se outros não fossem se agradar daquela atitude. Porque ele era livre, ele não estava sujeito àquilo que as pessoas poderiam pensar acerca dele. Ele estava sujeito apenas ao evangelho e não aos pensamentos que as pessoas tinham disso ou daquilo.

Da mesma maneira que Paulo, se você se chama cristão, você precisa ser livre. Apenas os cristãos é que têm poder para ser livres. A liberdade é para você, que é crente. Você precisa ser livre para seguir o evangelho; livre para testemunhar Jesus, livre para não se deixar manipular pelas pressões de outras pessoas, que querem controlar a sua vida.

Se, por causa do evangelho, os missionários esvaziaram a festa do deus sol do seu significado anterior e usaram a data para anunciar o nascimento do Sol da Justiça (Lc 1.78), Jesus, e, com isso, eles conseguiram instruir os novos convertidos pagãos acerca do amor de Deus, que bênção! Milhares de pessoas foram alcançadas e transformadas pelo poder do evangelho porque os cristãos se importaram em construir pontes para comunicar a mensagem.

Se, por causa do evangelho, você utiliza a data global em que o Natal é comemorado para anunciar Jesus, anuncie! Enfeite a sua casa, prepare uma árvore, compre presentes e chame a atenção das pessoas para o amor de Deus revelado em Jesus. Aproveite a ocasião para testemunhar a sua vida em Cristo. Participe das reuniões em família, brinque com as pessoas, ria das histórias engraçadas. Deixe a luz do Senhor brilhar através da sua vida. Não se deixe escravizar pelas imposições de outras pessoas.

Como Paulo mesmo afirmou: “Faça tudo por causa do evangelho, para ser co-participante dele” (1Co 9.23).

 

Contudo, o apóstolo Paulo não concluiu a sua proclamação da liberdade nesse ponto. Aquele que se chama cristão não apenas é livre para pregar o evangelho, mas também é livre para não se submeter aos apetites da carne. A questão da liberdade não é apenas um assunto externo. Ela é também um assunto interno. Não adianta ser livre das opiniões das pessoas e das imposições dos homens, e ser escravo dos próprios apetites pecaminosos. Não adianta ser livre das pressões das outras pessoas e ser escravo do próprio pecado.

Ou, parafraseando as palavras de Paulo: “De que adianta participar da corrida, ser conhecido como um grande pregador do evangelho, e, no final, não ganhar o prêmio? Ser reprovado?”.Veja o que Paulo escreve nos vv 24-27:

 

Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado”.

 

Portanto, se você se chama cristão, você precisa ser livre

e

por isso, submeter os apetites pecaminosos à escravidão

 

O perigo apontado por Paulo é o de as pessoas participarem de um grupo e começarem a se deixar influenciar pelos pecados daquele grupo.

Há algum tempo atrás, um grupo de jovens decidiu ir pregar o evangelho no carnaval de Ouro Preto. Até aí, tudo bem. Os cristãos precisam ir até esses lugares para pregar o evangelho. Os cristãos precisam se envolver com essas pessoas para testemunharem Jesus. Contudo, ao invés de influenciarem os carnavalescos, os cristãos começaram a se deixar controlar pelos próprios apetites pecaminosos. O pecado começou a gritar dentro do coração daqueles cristãos. A carne começou a pressionar o desejo daqueles jovens. Ao invés de submeterem os apetites da carne, eles satisfizeram os apetites da carne. E aquele evangelismo foi um fiasco. Vários jovens deixaram de lado o evangelho e caíram na gandaia.

Mas precisamos ressaltar. Aqueles jovens já estavam na corrida. Diferentemente de alguns, que estavam assentados nas arquibancadas, por não quererem pregar o evangelho para os carnavalescos, aqueles jovens estavam participando da corrida. Eles estavam no caminho certo. Eles estavam fazendo a vontade de Deus. Eles estavam vivendo e proclamando a liberdade em Cristo. Contudo, eles se deixaram dominar pelos apetites pecaminosos. Eles não ganharam o prêmio. Eles foram reprovados naquela situação.

Portanto, não basta pregar o evangelho. É necessário também submeter os apetites pecaminosos à escravidão. Não basta ser livre. É necessário manter-se livre. As pressões internas também são tão fortes quanto as pressões externas. As pressões externas anunciam os desejos dos outros. As pressões internas anunciam os desejos da carne. Todas essas pressões querem escravizar os cristãos e apagar o poder do evangelho.

Por isso, os cristãos precisam tomar muito cuidado. Eles não somente devem descer das arquibancadas e participar da corrida, mas eles devem almejar conquistar o prêmio. Para isso, eles precisam submeter os apetites da carne e não deixar que a carne escravize a sua própria vida. Eles precisam continuar livres de escravidão para continuarem participando da corrida.

Contudo, muitas pessoas, hoje, estão escravizadas pelos apetites da carne.

  1. Há muitos que começaram a pregar para os colegas da escola. Começaram a participar das festas com os colegas. Mas foram displicentes. Foram negligentes em não disciplinar os apetites pecaminosos. Eles não submeteram os apetites pecaminosos à escravidão. Eles não fecharam os ouvidos aos clamores do pecado. E acabaram sendo escravizados. Pouco a pouco, ao invés de influenciarem, acabaram sendo influenciados. Ao invés de levarem as pessoas a mudarem o modo de falar, eles mesmos começaram a falar palavrões e a usar linguagem torpe.
  2. Há muitas moças crentes que começaram a se envolver com as amigas incrédulas. Contudo, elas não sufocaram os gritos da carne. Elas simplesmente fecharam os olhos para os próprios apetites pecaminosos. Elas desconsideraram a força da natureza pecaminosa existente em seus corações. Elas foram displicentes. E pouco a pouco se deixaram manipular pelo pecado. E então, ao invés de ajudarem as amigas a se vestirem de modo digno e honroso, elas começaram a se vestir de modo provocante e sensual. Começaram a se vestir como as amigas incrédulas. Satisfizeram o apetite pecaminoso da sensualidade. Deixaram-se escravizar pelo pecado da sensualidade.
  3. Há muita gente que começou a comemorar o Natal e se deixou perder nos apetites consumistas propagados pela mídia. Ao invés de usar a data como uma ponte para anunciar Jesus, o presente de Deus para o mundo, tais pessoas começaram a usar a data para satisfazer a concupiscência dos olhos e da carne, perdendo-se na glutonaria, no consumismo e nas brigas interpessoais.

 

O alerta de Paulo é para que os cristãos não fossem displicentes no tratamento da carne. Para continuar livre, cada cristão precisa fazer como Paulo: “esmurrar o corpo e fazer dele um escravo”. Porque o cristão está em liberdade, ele tem o poder de não se deixar sujeitar aos apetites da carne. Ele pode dizer não ao pecado. Ele pode rejeitar os apelos do pecado.

Porque você é cristão, você é livre para dizer não a uma proposta de promiscuidade. Você é livre para submeter os desejos da sua carne e impedi-los que levem você à prostituição. Você é capaz de negar qualquer proposta indecente.Você é capaz de manter a sua postura de cristão no meio dos promíscuos. Você tem poder para testemunhar diante de todos que o pecado não governa a sua vida.

Porque você é cristão, você é livre para negar uma proposta de suborno. Você pode dizer para as pessoas que o suborno é pecado e desagrada a Deus. Ainda que a sua carne esteja gritando e dizendo que você precisa do dinheiro, porque você é livre, você é capaz de não se sujeitar aos apetites da sua carne. Você é capaz de testemunhar Cristo diante das pessoas, mostrando que não precisa se comportar como elas.

Se você se chama cristão, você precisa ser livre e manter-se na liberdade para a qual Jesus chamou você. Aproveite, portanto, essa data para, na liberdade de Cristo, colocar-se como responsável para anunciar a todos que Jesus nasceu, morreu, ressuscitou, subiu aos céus e voltará!

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16/10

Sejam bem-vindos ao Blog dos Bessa

Postado dia 16 de outubro de 2015
Visita à Feira do Estado do Texas

Visita à Feira do Estado do Texas

Eu e o Gustavo estamos vivendo com os nossos filhos um tempo novo. Como muitos devem saber, nós nos mudamos para Dallas. Não foi uma mudança rápida e não é uma mudança para sempre. Deus tem os seus planos e propósitos para cada uma das estações das nossas vidas. Como família, iniciamos uma nova estação.

Nesse meio tempo, decidimos reativar o Blog. Mas como iniciamos um tempo novo, o Blog também terá uma proposta nova. Tanto eu quanto o Gustavo escreveremos (talvez ele escreva bem mais do que eu…risos). Queremos compartilhar um pouco das nossas histórias, dos nossos pensamentos, das nossas impressões, enfim, um pouco de nós mesmos.

Oro para que você seja ministrado e abençoado por cada uma das palavras, textos e artigos desse Blog.

Que o Senhor traga ao seu coração a paz!

Ana Paula Bessa e Gustavo Bessa

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