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Por Gustavo Bessa

 

 

Há alguns dias, eu comprei uma âncora para enfeitar o meu escritório. Não é uma âncora de verdade, mas a escultura de uma âncora. Eu coloquei esse enfeite em cima do meu armário de livros a fim de que, durante o meu período devocional, eu possa lembrar-me de que as tempestades não conseguirão me arrastar para o alto-mar pois a minha alma está firme. O autor da epístola aos Hebreus é quem usa a figura da âncora para se referir à esperança dos cristãos. Ele escreveu que “temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura” (Hebreus 6.19).

 

 

Se achamos que o nosso mundo está vivendo dias de colapso, devemos ler o que estava acontecendo com o mundo dos nossos irmãos do primeiro século. O mundo deles também estava entrando em colapso! Eles não estavam sofrendo por causa de alguma política econômica do governo, mas por causa do compromisso que eles tinham com Jesus. Porque eles haviam decidido viver em obediência à Palavra de Deus, eles “suportaram muita luta e sofrimento” (Hb 10.32). Algumas vezes eles foram “expostos a insultos e tribulações” (10.33). Outros irmãos foram presos por causa da fé e ainda outros perderam tudo por serem leais à Jesus e à Palavra (10.34). Se antes de se entregarem à Jesus, eles viviam “uma vida tranquila”; depois que eles se demitiram do serviço que desempenhavam no império das trevas, o mundo deles se tornou um caos! Enquanto eles ainda estavam nas sombras e nas trevas, “tudo ia bem”, mas quando eles conheceram a luz e foram em direção à luz de Jesus, eles começaram a sofrer todo tipo de afronta e perseguição.

 

 

Quando rompemos com as trevas e nos voltamos para Deus, as trevas se levantam contra nós. A nossa vida parece se transformar em um caos por causa das pressões, opressões e perseguições. E os primeiros sussurros dos demônios em nossos ouvidos são sugestões para que abandonemos a nossa decisão de seguir a Cristo e a Palavra dEle: “Se Deus está com você, por que você está passando por tanta luta? Se você tomou a decisão correta, por que existe tanta pressão sobre você?”.

 

 

Essas sugestões demoníacas são como que ventos fortíssimos e ondas pesadíssimas que caem sobre o barco da nossa vida. Quando decidimos deixar a cidade da destruição, desfazer as amarras que prendiam o nosso barco no porto do engano e navegar para o lugar indicado pela Palavra de Deus, os inimigos da nossa alma investem violentamente contra nós. Eles não têm nenhum tipo de compaixão ou verdade. Pelo contrário, eles usam todas as artimanhas para nos trazer de volta para “o porto do engano” ou para nos amedrontar durante a nossa jornada.

 

 

Por essa razão, o autor aos Hebreus escreve sobre a esperança, que é a âncora da alma. A esperança nasce em nosso coração pela certeza que temos de que Deus é fiel para cumprir tudo o que prometeu. A esperança aponta para o futuro, para frente, para a terra que Deus prometeu dar-nos como herança. A esperança é construída sobre a solidez do caráter de Deus, que ama se revelar à nós e jamais fala mentira (Hb 10.18). No meio das tempestades do mar revolto, podemos sempre nos firmar na esperança.

 

 

Dias melhores virão!!! A Palavra de Deus, que já foi liberada, estabelecerá a paz! O caos desaparecerá! Em breve, veremos o futuro se materializando debaixo dos nossos pés e aquilo que esperávamos cheios de esperança se tornará realidade nas nossas vidas. Mas, enquanto os ventos fortes continuam a soprar, mantenhamos a nossa âncora firmada e segura na Palavra que Deus já nos compartilhou.

 

 

 

 

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