março 2016

17/03

Dia 10…

Postado dia 17 de março de 2016

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Desculpem-me…

Hoje não tem post…

Sem palavras…

O Brasil chora…

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16/03

Dia 9 – O Reino de Deus não é comida nem bebida

Postado dia 16 de março de 2016

 

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Por Gustavo Bessa

 

 

Muitas pessoas não sabem com que se parece o Reino de Deus. As imagens dos filmes hollywoodianos podem enganar a maior parte das pessoas. Aquelas cenas de guerras e conquistas estão longe de se parecer com o Reino de Deus. Na verdade, elas são o oposto de tudo aquilo que o Reino de Deus significa. O Reino de Deus não é definido pelas espadas, lanças e catapultas, mas pela “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14.17).

 

 

Quanto Paulo disse que “o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo”, ele estava tentando resolver um problema de conflito na igreja de Roma. Aqueles cristãos estavam se desentendendo porque discordavam quanto ao tipo de comida que poderiam comer. Eles estavam tão preocupados com a aparência externa da religião que estavam deixando de amar os irmãos. Para eles, os cristãos eram definidos pelo tipo de comida que colocavam na boca. Se a pessoa comia certo tipo de comida, então tal pessoa deveria ser considerada cidadã do Reino de Deus; mas se ela gostava de outro tipo de comida diferente, então ela era considerada não-salva e não deveria ser amada. O importante não era se a pessoa se parecia com Jesus, mas se ela comia aquele tipo de comida específico. E se a comida era diferente, então havia briga, discussão e separação: práticas e comportamentos opostos àqueles que são esperados na vida daqueles que dizem ter o Reino de Deus em seus corações!

 

 

Os sinais do Reino de Deus na vida de uma pessoa são a justiça, a paz e a alegria no Espírito Santo. O Reino de Deus é evidenciado no modo como tratamos uns aos outros e não no modo como nós comemos, bebemos ou nos vestimos. Se ao invés de brigas e contendas, promovemos a paz, nós somos pacificadores e, como tais “somos chamados filhos de Deus” (Mateus 5.9). Aquele que promove a paz no poder do Espírito Santo (e não aquele que se preocupa com os discursos e as aparências externas) mostra que o Reino de Deus está dentro dele.

 

 

1 – Por que muitas pessoas estão tão preocupadas com a aparência externa da religião?

2 – Como você se sente no meio dos semeadores de contendas e fofoqueiros?

3 – Você é uma pessoa que promove a paz?

 

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15/03

Dia 8 – O Reino de Deus está dentro de vós

Postado dia 15 de março de 2016

 

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Por Gustavo Bessa

 

Certa vez, Jesus foi interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus. Jesus respondeu a eles: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17.20-21). Quando oramos ao nosso Pai do Céu, “Venha o Teu Reino”, precisamos compreender que o Reino de Deus vem, primeiramente, para os nossos corações. Antes de se estabelecer do lado de fora, o Reino de Deus precisa se estabelecer dentro de cada um de nós.

 

 

O mundo do lado de fora não é governado, senão pelos homens e mulheres. Não existe um sistema que governa o mundo. O dinheiro, a política e a educação não possuem vontade própria. O dinheiro não pode decidir por si mesmo para onde vai. A política não tem o poder para escolher a quem vai seguir. Mas os homens e as mulheres têm o poder de decisão. Somos nós que decidimos onde vamos aplicar o nosso dinheiro e o que faremos da política e da educação. Os sistemas do mundo não são governados por si mesmos ou por forças impessoais, mas são governados por nós. Por isso não tem sentido dizer que o problema do mundo ou da sociedade é o sistema! O problema do mundo é o ser humano com sua vontade prepotentemente egoísta!

 

 

Por essa razão, o Reino de Deus não vem primeiramente sobre a sociedade como uma grande cidade que desce dos céus, impondo leis sobre os homens na base da força bruta. Não! A sociedade impessoal não se governa a si mesmo! A sociedade é governada pela vontade de cada homem e de cada mulher que exerce o seu poder de decisão, e, por isso, o Reino de Deus vem primeiramente sobre o coração de cada homem e de cada mulher. E o Reino de Deus não vem, utilizando-se da força bruta, mas sim constrangendo cada pessoa através do amor.

 

 

Não é por acaso que Deus manifestou o seu reino no mundo por meio de Jesus, seu filho amado, que não veio à terra como o general de um poderoso exército de anjos guerreiros e poderosos, mas como um frágil Cordeiro. O Reino de Deus irrompeu no mundo através do nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus. Ao invés de trazer, em primeiro lugar, um reino externo, Jesus constrangeu os corações com o imenso amor do Pai do Céu. Antes de ser uma transformação dos sistemas do mundo, o Reino dos céus visa uma transformação dos operadores dos sistemas, a saber, cada um de nós. Um cristão do passado escreveu essas seguintes palavras: “Se você quiser saber onde é a porta do Reino dos céus, você precisa encontrar a porta do seu coração”.

 

 

1 – Por que as pessoas imaginam que o Reino dos céus vem, primeiramente, de maneira visível?

2 – Você já encontrou a porta do seu coração? O Reino dos céus já se estabeleceu na sua vida?

3 – Como o Reino dos céus tem se manifestado na sua vida?

 

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12/03

Dia 7 – “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus”.

Postado dia 12 de março de 2016

 

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Por Gustavo Bessa

 

Os estudiosos da Bíblia demoraram anos para saber como pronunciar o nome de Deus em hebraico. Isso aconteceu por causa de pelo menos duas razões: 1) o hebraico é uma língua de consoantes. As vogais foram introduzidas posteriormente. Assim, as pessoas não sabiam que vogais elas deveriam colocar entre as consoantes. 2) os hebreus tinham muito temor em pronunciar o nome de Deus. Com o passar do tempo, porque quase não se pronunciava o nome de Deus, as pessoas foram se esquecendo de como era o som do nome de Deus.

 

 

Nós podemos achar um absurdo o fato dos hebreus terem quase esquecido como se pronunciava o nome do Deus a quem eles adoravam. Contudo, se lermos o terceiro mandamento, nós entenderemos melhor essa situação. O terceiro mandamento dado por Deus no monte Sinai diz: “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão” (Êxodo 20.7). Por causa do temor de Deus e da obediência aos mandamentos, os hebreus se educaram para não pronunciar o nome de Deus inutilmente. Eles reconheciam que o nome de Deus era santo e estava acima de qualquer nome; e que, portanto, não poderia jamais ser banalizado.

 

 

Infelizmente, nos dias de hoje, o nome de Deus tem sido banalizado. Muitos pronunciam o nome de Deus e usam o nome de Deus como se Deus fosse o nome de um produto que é vendido em uma feira. O nome de Deus tem sido violentado e abusado de inúmeras maneiras. As pessoas usam o nome de Deus para propagandearem os seus negócios, venderem os seus produtos, iniciarem relacionamentos ou para simplesmente expressarem alguma emoção. O nome de Deus na boca dessas pessoas perdeu completamente o valor e o sentido. Ele foi coisificado, banalizado e desprezado. Tais pessoas ignoram as palavras do terceiro mandamento que diz: “o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão”.

 

 

Na oração do “Pai Nosso”, Jesus resgatou o ensinamento sobre a santidade do nome de Deus. Ao ensinar os discípulos, Jesus disse que os discípulos deveriam orar dizendo: “Santificado seja o teu nome”. Eles deveriam compreender que o nome de Deus é santo, e, como tal, não pode ser mundanizado, banalizado, coisificado ou rebaixado. Deus é o totalmente Outro e completamente diferente de nós. Não podemos trata-lo como tratamos uma coisa ou um ser humano. Não podemos nos achar tão familiarizados com Deus e por isso rebaixar o nome de Deus à nossa categoria. Deus não é como nós. Mesmo que Deus seja o nosso Pai, e por isso, esteja tão próximo de nós, Deus continua sendo Deus e continua requerendo de nós respeito e temor.

 

 

1 – Por que tantas pessoas parecem banalizar o nome de Deus?

2 – O que significa pronunciar o nome de Deus com temor e respeito?

3 – Como você pode se ajudar e ajudar a outras pessoas a santificar o nome de Deus?

 

 

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11/03

Dia 6 – Uma Família de Muitos Irmãos

Postado dia 11 de março de 2016

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Alunos do CTMDT em uma serenata para a Ana

 

 Por Gustavo Bessa

 

É interessante notar que Jesus não ensinou os discípulos a orar, “Meu Pai, que estás nos céus”, mas, “Pai nosso, que estás nos céus”. Ao fazer assim, Jesus apontou para o tamanho da família de Deus. Ele não é apenas o meu Pai. Ele também é o Pai de muitas outras pessoas. E isso significa que eu não sou o filho único, mas eu tenho muitos outros irmãos e irmãs! O pastor Márcio Valadão, pastor da Igreja Batista da Lagoinha, diz que “não sou eu que digo quem é o meu irmão. Mas é o meu Pai que diz quem é o meu irmão”. Eu não somente não sou o filho único, mas eu também não escolho quem serão os meus irmãos.

 

 

Ao definir e escolher quem são os meus irmãos, o nosso Pai nos liberta dessas cadeias interiores que nos levam a rotular e a discriminar os outros cristãos. Existem outros cristãos que também chamam Deus de Pai. E como existem quase 2 bilhões de cristãos no mundo, eu certamente encontrarei algum que seja bastante diferente de mim. Alguns podem ser diferentes na cor do cabelo, da pele e dos olhos. Outros podem ser diferentes na tradição religiosa e serem batistas, metodistas, presbiterianos, assembleianos, ortodoxos, coptas, católicos, menonitas, anglicanos ou luteranos. Ainda outros podem ser diferentes na teologia e serem calvinistas, arminianos, liberais, confessionais, conservadores ou pentecostais. Ainda que, dentro de mim, eu queira prender com cadeias, rotular e discriminar as pessoas que são diferentes de mim, o nosso Pai que está nos céus nunca nos deu o poder de definir quem é o nosso irmão e a nossa irmã. Os nossos irmãos e irmãs não são definidos e escolhidos pela cor, tradição religiosa ou pela teologia que têm, mas pelo nosso Pai que está nos céus.

 

 

Há alguns anos, eu participei de uma reunião de oração em um dos estádios da Indonésia. (A Indonésia é a nação como a maior população muçulmana do mundo.) A minha esposa havia sido convidada para ministrar naquele ajuntamento de cristãos. Enquanto ela ministrava, alguns líderes cristãos passavam uma tocha, simbolizando o fogo da oração, uns para os outros. Chamou-me a atenção o fato de que havia representantes de todas as igrejas cristãs do país: protestantes, católicos, ortodoxos, tradicionais e pentecostais. Todos eles estavam juntos, clamando por um avivamento na nação. Sim, no meio das lutas que vivem por serem cristãos em um país de maioria islâmica, eles entenderam que o Pai os chamava a todos de filhos e filhas por causa de Cristo neles.

 

 

1 – Como você se relaciona com os cristãos que são diferentes de você?

2 – Por que se criam barreiras nos relacionamentos entre cristãos?

3 – Como a oração pode quebrar barreiras de relacionamento entre os cristãos?

 

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10/03

Dia 5 – Pai, o nome Cristão para Deus

Postado dia 10 de março de 2016

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Por Gustavo Bessa

 

O teólogo J. I. Packer foi quem fez essa afirmação, que me chamou a atenção quando a li pela primeira vez: “Pai é o nome cristão para Deus”. Os judeus chamam Deus de Iavé; os muçulmanos chamam deus de Allah; os hindus chamam os seus deuses de Brahma, Shiva e Vixnu; a maior parte dos budistas não acredita na existência de um ser pessoal, mas em uma força impessoal (é uma coisa parecida com a religião por detrás dos filmes do Star Wars). Diferentemente de todas as religiões, os cristãos não chamam Deus apenas de Deus, mas chamam-no de Pai.

 

 

Jesus nos mostrou que Deus, o Todo-Poderoso e Criador de tudo o que existe, não está distante de nós. Ele está tão perto que Ele sabe de tudo o que nós precisamos. Mais do que isso: Ele não é um ser impessoal, mas uma pessoa amorosa e que se importa com cada um de nós. Podemos e somos ensinados a chama-lo de Pai: “Pai nosso”. Dentre outras coisas, isso significa que podemos confiar totalmente nEle e sempre correr para Ele em busca de direção, provisão e proteção.

 

 

Eu tenho dois filhos pequenos. Na hora das brincadeiras, eles geralmente preferem as crianças da mesma idade. (Eu tenho uma máxima sobre as crianças: o melhor brinquedo para uma criança é outra criança). Os meus filhos gostam de correr, jogar bola, escalar em objetos, enfim, fazer coisas de crianças. Enquanto eles estão brincando, eles parecem não dar a mínima atenção para mim, que sou o pai. Mas se, porventura, algum deles se machuca ou tem sede ou fome, imediatamente, eles correm para os meus braços. Eles sabem que podem correr para o papai em busca de direção, provisão e proteção. Eles têm segurança no pai. Da mesma maneira (e muito mais!!!) podemos ter segurança e confiança no nosso Pai do Céu.

 

 

 

Algumas pessoas podem guardar feridas profundas do seu relacionamento com o pai terreno. Mas elas não devem jamais projetar a figura do pai terreno no “nosso Pai do céu”. Enquanto o pai terreno pode ser cheio de inúmeras feridas na alma e repleto de falhas, o “nosso Pai do céu” é perfeito em seu caráter e jamais falha. Ele é perfeitamente bom, amoroso, justo e fiel. Ele não somente decidiu amar a humanidade incondicionalmente, mas sempre cumpre o que prometeu. Você pode, hoje mesmo, buscar auxílio no “Nosso Pai que está nos céus”. Ele certamente sabe do que você precisa e irá receber você como os braços abertos.

 

 

1 – Como tem sido o seu relacionamento com Deus? Você o vê como um ser distante ou impessoal? Ou como o seu Pai que está nos céus?

2 – Como você pode abençoar o seu pai terreno (se ele estiver vivo) no dia de hoje?

3 – Como você pode abençoar os seus filhos (se você os tiver) no dia de hoje?

 

 

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09/03

Dia 4 – O Seu Pai sabe do que vocês precisam

Postado dia 09 de março de 2016

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 Por Gustavo Bessa

 

Antes de ensinar os discípulos a orarem, Jesus lhes disse: “O seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem” (Mateus 6.8). Essas palavras de Jesus vão direto ao ponto, confrontando as ideias erradas que muitas pessoas têm acerca de Deus. Muitos guardam nas lembranças a imagem de um deus que é totalmente distante e alheio às situações do nosso dia-a-dia. Outros tantos supõe que deus é um ser caprichoso, que devemos mimar com palavras e presentes se quisermos que ele faça alguma coisa por nós. Jesus, contudo, mostra que Deus não está distante e nem é um ser mimado, mas é um Pai sempre presente, que se importa conosco e sabe do que precisamos.

 

 

Deus sabe do que precisamos porque Ele nos conhece de perto. Podemos não ter consciência, mas Deus está, em todo o tempo, olhando para nós. Davi tinha a consciência da presença de Deus com ele de uma maneira muito clara. Em um dos salmos, ele escreveu: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor” (Salmo 139.1-4).

 

 

Quer estejamos no secreto do nosso quarto ou na agitação do ambiente de trabalho, Deus sabe o que se passa em nosso coração. Ele também consegue perscrutar e decidir o que precisamos em cada momento de nossas vidas. Deus jamais se engana ou se deixa levar por circunstâncias ou apelos. Todas as pessoas que têm filhos entendem o que estou escrevendo. Porque os pais conhecem os filhos, eles sabem exatamente o que dar a eles. Os pais não dão necessariamente o que os filhos pedem, mas, sim, o que os filhos precisam. Porque conhecem os filhos de perto, os pais sabem do que os filhos necessitam.

 

 

Certa vez, eu estava com a minha família na casa de uns irmãos. Era tarde da noite. Havíamos ensaiado ir embora, mas alguém puxou um louvor e começamos a cantar novamente. De repente, eu percebi que o meu filho mais velho estava em um canto da sala provocando o irmão mais novo. Naquele momento, eu fui até eles e percebi que a provocação não era motivada por outra coisa, senão pelo desejo de receber um abraço. Ao invés de exercer a autoridade e repreender o meu filho mais velho, eu o abracei. Imediatamente, ele se entregou ao meu abraço e começou a chorar e a orar intensamente. Naquele momento, o meu filho não precisava de uma palavra de orientação, mas de um abraço.

 

 

Se nós, com as nossas falhas e limitações, conseguimos saber do que os nossos filhos precisam, quanto mais o nosso Pai do céu! O nosso Pai celestial, porque nos conhece de perto, sabe exatamente do que nós precisamos. Podemos nos entregar completamente ao abraço dEle porque Ele, melhor do que qualquer pessoa, cuida maravilhosamente de nós.

 

1 – Você se lembra de alguma vez em que Deus lhe deu algo que tão somente passou pelo seu coração e você nem sequer pediu audivelmente?

2 – Como você pode cultivar a consciência da presença de Deus na sua vida?

3 – Qual é a sua maior necessidade hoje?

 

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08/03

Dia 3 – A Oração no Secreto

Postado dia 08 de março de 2016

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Por Gustavo Bessa

 

No Sermão do Monte, Jesus mostrou que a oração é algo que fazemos para Deus e por causa de Deus. Não oramos para justificar, aos olhos das pessoas, o salário que ganhamos ou para atrair a atenção dos outros para nós. Nós também não oramos à uma máquina impessoal que obedece aos nossos comandos quando usamos as palavras e fórmulas pré-estabelecidas. Jesus disse que, “quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto” (Mateus 6.6).

 

 

Jesus não condenou a oração pública ao se referir à oração no secreto. Em diversos outros textos, lemos sobre a importância da oração pública (Escrevendo a Timóteo, por exemplo, Paulo disse: “Quero que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas” (1Timóteo 2.8)). Jesus se referiu à oração em secreto para se contrapor às motivações das orações públicas dos profissionais da religião. Enquanto as orações dos hipócritas visam a admiração dos homens, as orações corretas visão o diálogo e o relacionamento com Deus. E como Deus está em todos os lugares, Ele ouvirá a nossa oração mesmo quando estamos sozinhos em nosso quarto.

 

 

A oração no secreto tem a capacidade de nos ensinar que Deus é a pessoa para quem oramos. A oração não é algo que fazemos para impressionar as pessoas à nossa volta ou para satisfazer os nossos interesses egoístas. Oração é algo que fazemos em direção a Deus. Orar é conversar com Deus e nutrir um relacionamento íntimo e profundo com Ele. É a Deus que dirigimos as nossas palavras e os nossos suspiros.

 

 

A oração no secreto também tem a capacidade de corrigir as motivações do nosso coração. Quando estamos no secreto, forçamos o nosso coração a entender que as nossas orações não são feitas para garantir o pagamento de um salário no final do mês ou o aumento do número de admiradores. Enquanto estamos no lugar secreto, nenhuma pessoa está nos vendo ou ouvindo, senão somente Deus. Além disso, no lugar secreto, descobrimos que as nossas palavras e comandos não funcionam. Percebemos que Deus não é uma máquina, mas uma pessoa que se dispõe a vir ter um relacionamento de amizade e de intimidade conosco. Jesus disse que somos recompensados quando oramos com a motivação de viver um relacionamento com Deus. Essa é a oração correta e que alcança Deus.

 

1 – O Sermão do Monte é uma mensagem para que cada pessoa, individualmente, se auto-examine, e, não para que cada pessoa examine o comportamento dos outros.

  1. Como você se vê diante dessa palavra de Jesus?
  2. Como são os seus tempos de oração no secreto?
  3. Você tem notado um aumento de intimidade no seu relacionamento com Deus?
  4. Que recompensas você já recebeu de Deus como resposta ao seu relacionamento no secreto com Ele?

 

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07/03

Dia 2 – Os Supersticiosos da Religião

Postado dia 07 de março de 2016

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Por Gustavo Bessa

 

No Sermão do Monte, Jesus critica o tipo de oração feita pelos supersticiosos. Segundo Jesus, os supersticiosos “pensam que por muito falarem serão ouvidos” (Mateus 6.7). Eles repetem as mesmas palavras e expressões vez após vez, pois imaginam que Deus se impressiona ou se sente constrangido a responder positivamente aos pedidos de uma pessoa que fala a mesma coisa o tempo todo. Da perspectiva dos supersticiosos, Deus é um ser manipulável. Quanto mais pressão, mais rapidamente Deus age.

 

 

Os adoradores de Baal se utilizaram desse tipo de estratégia supersticiosa quando se confrontaram com o profeta Elias no Monte Carmelo (1Reis 18.25-29). Esses adoradores supersticiosos gritaram por Baal, dançaram em volta do altar e até mesmo se feriram com espadas, tentando atrair a atenção do deus deles para a oração que faziam. Eles achavam que deus sempre se sente forçado a agir se vir alguns tipos determinados de ações e rituais dos seus adoradores.

 

 

Algumas pessoas oram como esses supersticiosos da religião. Imaginam que Deus é uma máquina programada e obrigada a responder a alguns comandos pré-estabelecidos. De acordo com essas pessoas, basta conhecer o software (o sistema de leis que governa a máquina), clicar os comados corretos (pronunciar e executar as ações corretas) e a máquina agirá de acordo com o que elas desejam. Acreditam que o uso de algumas palavras e expressões na oração agem como se fossem uma fórmula mágica capaz de colocar deus em movimento. Para elas, Deus é um ser totalmente impessoal e automático, um pequeno ser no universo e um prisioneiro de leis e sistemas operacionais. Por causa dessa visão errada de Deus e da oração, muitas pessoas oram usando expressões como “eu determino” ou “eu reivindico”. Fazendo assim, tais pessoas agem como os supersticiosos da religião e igualam o Deus da Bíblia ao Baal pagão.

 

 

Jesus disse que os seus discípulos não devem ficar “sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos” (Mateus 6.7). Essas pessoas não oram a Deus por causa de Deus, mas oram ao vento por causa da superstição. Elas oram de maneira errada e se enganam porque, iludidamente, imaginam estarem orando a Deus.

 

1 – O Sermão do Monte é uma mensagem para que cada pessoa, individualmente, se auto-examine, e, não para que cada pessoa examine o comportamento dos outros.

  1. Como você se vê diante dessa palavra de Jesus?
  2. Em algum momento, você imaginou que a sua oração teria mais poder se você usasse essa ou aquela expressão?
  3. De que maneiras você já tentou “manipular deus”?
  4. Você tem algum tipo de superstição? Qual?
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06/03

Dia 1 – Os Profissionais da Religião

Postado dia 06 de março de 2016

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Por Gustavo Bessa

 

A oração é um dos temas de Jesus no Sermão do Monte. Antes de ensinar as pessoas a orar, Jesus decidiu ensinar as pessoas sobre como não deveriam orar. Nem toda oração é ouvida por Deus. Existem maneiras corretas e incorretas de orar. Uma das maneiras incorretas foi exemplificada pelo tipo de oração dos profissionais da religião. Jesus os chamou de hipócritas. Jesus disse que “eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros” (Mateus 6.5).

 

 

Alguns profissionais da religião entendem que a oração é uma tarefa a ser executada como sendo uma exigência do trabalho que desempenham. Porque eles entraram no “negócio” da religião, eles precisam mostrar “serviço”. Eles necessitam mostrar para todos o quanto são esforçados e o quanto se dedicam no desempenho das suas atividades. As pessoas de quem eles acham receber o salário precisam vê-los trabalhando. Eles são “homens de negócios”. Quanto mais eles se mostram para as pessoas, mais eles justificam o salário que recebem. Por isso eles fazem questão de orar em público e de teatralizar as performances religiosas. Eles não estão preocupados com a oração, mas com o serem vistos pelos outros para justificarem o seu ganho.

 

 

Outros profissionais da religião não estão em busca de dinheiro ou de retorno material. Eles não se importam tanto com os retornos financeiros. Eles são artistas! Eles estão em busca de aplausos, admiradores, elogios e honras. Essas pessoas teatralizam as suas performances religiosas porque sentem um vazio no coração. Assim tentam encher e inchar o ego com os elogios humanos. Quanto mais admiradores, seguidores, elogiadores e bajuladores esses profissionais da fé têm, melhor eles se sentem. Essas pessoas não estão preocupadas com a oração, mas com o serem vistos pelos outros para sentirem bem.

 

 

Jesus disse que essas pessoas, os “profissionais da religião”, “já receberam a sua plena recompensa” (Mateus 6.5). Essas pessoas, na verdade, não estão orando a Deus, mas teatralizando os seus serviços religiosos diante dos outros. A busca desses “profissionais” não é por Deus, mas pela atenção das pessoas. Eles querem simplesmente justificar o seu ganho ou atrair mais admiradores e expectadores para as suas performances. Esse tipo de oração não alcança Deus.

 

 

1 – O Sermão do Monte é uma mensagem para que cada pessoa, individualmente, se auto-examine, e, não para que cada pessoa examine o comportamento dos outros.

  1. Como você se vê diante dessa palavra de Jesus?
  2. O que você está buscando quando você ora ou adora a Deus?
  3. Você já fez orações motivado pelo desejo de impressionar as pessoas do seu lado?
  4. Você já visitou lugares e fez orações para mostrar para as pessoas o quanto você “trabalha duro”?

 

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