outubro 2015

23/10

Os fariseus contemporâneos

Postado dia 23 de outubro de 2015
Fariseu

Fariseu

Por Gustavo Bessa

 

Eu demorei a usar a mídia social. Talvez, por ter um temperamento mais reservado, eu resistia à ideia de publicar textos e fotos na internet (eu abri uma conta no Instagram há poucos meses). Por outro lado, por ter uma personalidade mais extrovertida, a minha esposa aderiu à mídia social rapidamente. Vez por outra, eu leio os textos publicados pela minha esposa bem como os comentários que as pessoas fazem. Essa leitura me fez descobrir um novo grupo de pessoas: os “haters”. Eles são a personalização contemporânea dos fariseus que viveram nos tempos de Jesus.

Os fariseus eram pessoas religiosas que ansiavam por algo novo da parte de Deus. Diferentemente dos saduceus (um outro grupo religioso dos tempos de Jesus), os fariseus acreditavam na ação dinâmica de Deus no mundo. Eles criam em anjos, em manifestações sobrenaturais e na ressurreição dos mortos. Eles viviam na esperança e ansiavam por um tempo novo. Por isso, quando eles ouviram falar de Jesus, eles começaram a segui-lo.

Contudo, ao invés de se aproximarem de Jesus para se maravilharem e glorificarem a Deus por aquilo que estava acontecendo, os fariseus se aproximavam de Jesus para fazerem suas críticas. Eles ouviam os ensinamentos de Jesus, viam aquilo que Deus fazia através dEle e criticavam! Eles sempre tinham alguma consideração negativa para fazer.

Se Jesus expulsava um espírito maligno de uma pessoa, lá estavam os fariseus, seguindo Jesus. Mas ao invés de glorificarem a Deus pela salvação de uma pessoa, eles criticavam, dizendo que Jesus estava endemoninhado. Se Jesus curava um homem na sinagoga no sábado, lá estavam os fariseus, seguindo Jesus. Mas ao invés de glorificarem a Deus pela cura de uma pessoa, eles criticavam, dizendo que Jesus não poderia fazer aquilo na sinagoga no sábado. Se Jesus se alegrava com os seus discípulos em uma festa, lá estavam os fariseus, seguindo Jesus. Mas ao invés de se alegrarem com os que se alegravam, eles criticavam, dizendo que Jesus era um comilão e um beberrão.

Os fariseus buscavam seguir Jesus em todos os lugares. Ele sempre estavam por perto para acompanhar o que Jesus comia, fazia e ensinava. Eles ansiavam por algo novo em suas vidas e no mundo à sua volta. Entretanto, apesar de seguirem Jesus, eles não eram amigos. Apesar de verem Deus fazendo coisas novas, eles não se alegravam. Por que? Porque, como os “haters” do nosso mundo contemporâneo, eles não conseguiam aceitar que Deus poderia fazer algo novo sem contar com eles.

 

 

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20/10

Somos poderosas

Postado dia 20 de outubro de 2015

Por Ana Paula Valadão Bessa

Foto que eu postei nas minhas redes sociais

Foto que eu postei nas minhas redes sociais

Outro dia postei nas minhas redes sociais uma foto que gerou polêmica nos comentários. Eu não podia imaginar que seria assim! Afinal, tudo que fiz foi tirar uma foto do ferro de passar roupa e da camisa do meu marido na tábua de passar.

Ah sim! Acho que me lembrei agora… A polêmica foi causada porque eu é quem estava passando a camisa dele. O mais inacreditável foi perceber que as mulheres cristãs eram as que mais reclamavam das minhas palavras e da minha atitude de servir meu marido com aquele gesto. E é por isso que decidi compartilhar mais ainda sobre meu estilo de vida. Aliás, não é um estilo de vida somente meu. É milenar. É Bíblico. Tem existido de geração em geração desde que Eva foi criada há quase 6 mil anos atrás (sim, sou Criacionista e em outro post aqui no Blog podemos falar sobre os absurdos do Evolucionismo e as datas ridículas de milhões de anos). Uma multidão incontável de mulheres hoje mesmo escolheu os caminhos do Senhor para suas vidas como filhas, esposas, mães, colegas de trabalho, enfim, em todos os seus papéis.

Mas eu compreendo as minhas irmãs que, mesmo cristãs, não concordam comigo e pensam que os argumentos feministas – e não os bíblicos – é que têm razão. Eu já pensei assim e agia inconscientemente moldada pelos valores e modelos que eu recebia sem criticar, modelos que aprendi na mídia, na vida de familiares e amigas próximas, pessoas que eu admirava na TV, revistas, filmes e novelas. Até um dia em que percebi o quanto eu estava infeliz, amargurada, ferida e ferindo o meu marido. Logo aquele com quem eu deveria ser parceira, com sentimento de equipe, e ao contrário, o sentimento era de raiva, de inferioridade, de revolta, de insubmissão. Ai ai ai… Falei aquela palavra que gera controvérsia… Insubmissão nos lembra de… Submissão.

Para me ajudar a tocar nesse assunto pedi autorização a algumas amigas “Poderosas”. Assim, não “apanho” sozinha (hahaha). Deus me presenteou com um grupo de amigas no WhatsApp e o nome do grupo é “Poderosas”. Sabe por que? Porque descobrimos a cada dia mais o poder que temos em Deus para mudar as circunstâncias ao nosso redor, para edificar e construir nosso marido, nossos filhos, nosso lar. Esse poder não está na nossa sedução ou manipulação. Não está nos nossos argumentos e brigas. Ser poderosa em Deus é ser cheia do Espírito Santo para frutificar com mansidão, doçura, alegria, amor, autoridade espiritual em intercessão diante de Deus e resistindo o inimigo.

Abaixo compartilho as palavras da minha amiga Poderosa Illa. Ela enviou para nosso grupo hoje de manhã. Para você conhecê-la melhor: A Illa Poderosa mora em Curitiba, é casada com o Emerson há 16 anos, mãe de 3 filhos, sendo que um deles é especial – autista. A Illa não tem ajudante em casa, e só por isso você pode imaginar o tanto que ela realmente é uma mulher maravilhosa… Aí vai:

“Amigas, faz dias que quero compartilhar algo que Deus tem ministrado em meu coração…. Posso?

Tenho meditado muito em 1 Pedro 3:5-6 e sinto que Deus tem nos chamado a um nível de santidade maior como esposas. Há anos temos ouvido tanto sobre submissão e todas nós já passamos por um processo de entendimento de que precisamos dobrar a nossa vontade e deixarmos nossos esposos terem a última palavra como cabeça sobre nós, instituído por Deus. Para algumas, isso já foi um processo doloroso demais. No entanto, esse texto nos chama para irmos além; nos diz que antigamente, as mulheres santas, que confiavam no Senhor, se adornavam a si mesmas sendo submissas a seus próprios maridos, como Sarah obedeceu a Abraão, chamando-o de senhor.

Aqui, a maneira de se adornar é com submissão. E a maneira de ser submissa é agir como Sarah…. Ela não foi submissa simplesmente fazendo a vontade de Abraão depois de “espernear” ou depois de falar até não poder mais, ou até mesmo depois de tentar manipular Abraão para que mudasse de ideia e fizesse o que ela queria. O versículo diz que ela obedeceu chamando-o de senhor. A palavra “senhor” aqui traduzida significa suprema autoridade, aquele que tem o controle, mestre, aquele a quem eu pertenço. Era com essa palavra que os servos cumprimentavam aos seus mestres, senhores.

Um imperador romano não era reverenciado como autoridade suprema apenas quando tomava decisões que estavam de acordo com seus súditos, mas independente de concordarem com ele ou não. O senhor, o dono, é obedecido mesmo quando possa estar tomando uma decisão que ao nosso ver não seja a melhor. É isso que diz Efésios 5:24 “… assim também a esposa deve obedecer em tudo ao seu marido”.

Mas quantas vezes dizemos aos nossos maridos que eles é que mandam, que independente do que decidirem vamos acatar, e quando vemos uma oportunidade tentamos “mostrar” que estão errados ou que deveriam mudar de opinião? Como no fim das contas sabemos que a decisão final é deles, achamos que está tudo bem se agirmos assim.

Mas o padrão de Deus para nós não é esse. Como é dificil não fazer isso, né? Mas a questão é que, só conseguem obedecer sem discussão, sem dar opinião, as mulheres que descobriram o segredo: confiança no Senhor…. “Assim se adornavam a si mesmas as mulheres santas que confiavam no Senhor”, diz o versículo 5. Enquanto confiarmos em nosso próprio poder de persuasão, na nossa própria sabedoria e lógica, continuaremos a agir como mulheres insubmissas, mas se decidirmos confiar que Deus fará por nós o que não podemos com nosso muito falar, que Ele tem o poder de inclinar o coração dos nossos maridos à Sua vontade e que, mesmo se eles errarem, Ele terá misericórdia de nós, então poderemos agir como Sarah e sermos chamadas de filhas dela… Reconhecendo nossos maridos como senhores e obedecendo-os em tudo.”

Uau… Essa Illa é poderosa mesmo, hein? Até eu fiquei sem fôlego quando terminei de ler e reler suas palavras. Quero ser conhecida como “Filha de Sarah”. E você?

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16/10

Sejam bem-vindos ao Blog dos Bessa

Postado dia 16 de outubro de 2015
Visita à Feira do Estado do Texas

Visita à Feira do Estado do Texas

Eu e o Gustavo estamos vivendo com os nossos filhos um tempo novo. Como muitos devem saber, nós nos mudamos para Dallas. Não foi uma mudança rápida e não é uma mudança para sempre. Deus tem os seus planos e propósitos para cada uma das estações das nossas vidas. Como família, iniciamos uma nova estação.

Nesse meio tempo, decidimos reativar o Blog. Mas como iniciamos um tempo novo, o Blog também terá uma proposta nova. Tanto eu quanto o Gustavo escreveremos (talvez ele escreva bem mais do que eu…risos). Queremos compartilhar um pouco das nossas histórias, dos nossos pensamentos, das nossas impressões, enfim, um pouco de nós mesmos.

Oro para que você seja ministrado e abençoado por cada uma das palavras, textos e artigos desse Blog.

Que o Senhor traga ao seu coração a paz!

Ana Paula Bessa e Gustavo Bessa

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16/10

“O pneuma (vento, espírito) sopra onde quer”.

Postado dia 16 de outubro de 2015

 

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Por Gustavo Bessa

O ano de 2014 foi repleto de surpresas. Sei que já estamos no final de 2015, mas eu não consigo me desgrudar de 2014. Vez após vez, eu me esforço para entender os acontecimentos daquele ano. Eu iniciei o ano com muitas expectativas santas. Afinal, eu faria 40 anos! E quarenta é um número bíblico muito significativo. O número quarenta fala de tempo de preparo, de conclusão de etapas e de início de tempos novos. Assim, cheio de motivações santas, por causa dos meus 40 anos, eu decidi fazer um jejum de 40 dias somente com água.

As minhas orações durante aquele período tinham o foco no avivamento. Eu orei por avivamento na minha vida, na igreja e no Brasil. Ansiava por um poderoso derramamento do Espírito que viesse a sacudir a nação, culminando com milhões de conversões genuínas e igrejas lotadas. Eu era encorajado pelos relatos dos avivamentos nos tempos de João Wesley em que milhares de pessoas se voltaram para Jesus e a Inglaterra experimentou transformação em todas as esferas: social, política e econômica. (Se a Inglaterra alcançou prosperidade e se transformou em uma nação poderosa e influente, isso se deve aos avivamentos do século XVIII)! Aquelas histórias e testemunhos aqueciam o meu coração e me encorajavam a orar com mais fervor em favor do Brasil.

Orei intensa e incessantemente. Li todos os livros da Bíblia e me debrucei, em especial, sobre o livro de Atos. Ah, como levantei as minhas súplicas diante de Deus. Vários pastores, encorajados pela minha decisão, decidiram jejuar também. Era tão engraçado ver os pastores com as roupas grandes! A medida que jejuavam, emagreciam e as roupas ficavam folgadas! Aquele foi um momento de bastante entrega e profunda consagração ao Senhor.

Contudo, o avivamento não veio da maneira que eu esperava… Não vi os céus rasgados e nem as multidões se converterem a Jesus. Não ouvi sobre as transformações na sociedade, na política e na economia. Não percebi, nem mesmo, mais ardor e intensidade nas minhas pregações e ministério. Pelo contrário, percebi que as lutas e as batalhas haviam se avolumado.

Eu me lembro de algumas conversas que tive com um dos pastores da Lagoinha nesse sentido. Falei-lhe que, se soubesse que as batalhas aumentariam depois do jejum, eu não teria jejuado. Até então, eu vivenciava diversas batalhas no meu dia a dia, mas a minha vida estava tranquila. De repente, parecia que o meu “mundo estava sendo virado de cabeça para baixo”.

Ao invés de continuar exercendo o meu chamado exclusivamente na igreja local, como fazia antes, comecei a ser enviado para as nações. Ao invés de continuar implementando os projetos da igreja local, como fazia há 3 anos e meio, vi que os projetos começavam a ser desconstruídos. Ao invés de ver o planejamento estratégico de cinco anos sendo efetivado, vi o planejamento estratégico sendo descartado. Deus começou a mexer no meu mundo e a mudar tudo à minha volta. Uma das minhas leituras daquele momento foi a de que Deus estava desconstruindo tudo o que havia sido construído.

Hoje, 1 ano e meio depois daquela experiência, eu estou vivendo um novo começo. (Realmente, os meus 40 anos e 40 dias significaram conclusão de etapas e início de tempos novos!). Hoje, tornei-me responsável pela direção do Diante do Trono, moro com a minha família em Dallas, participo mais ativamente do chamado de Deus para a vida da Ana, leio sobre os primeiros séculos da história da igreja e me preparo para o cumprir uma outra parte do chamado de Deus em minha vida.

Se você me perguntar porque razão Deus fez tudo isso acontecer, a minha única resposta é: “O espírito sopra onde quer”. O Espírito de Deus não está sujeito a nós e não faz aquilo que lhe demandamos fazer. O Espírito de Deus é livre. E o mais impressionante nisso tudo é que “ninguém sabe de onde ele vem e nem para onde ele vai”, nem mesmo depois de 40 anos de vida ou 40 dias de jejum.

 

 

 

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